Notícias

Principais notícias do mundo da Citopatologia

Homenagem da SBC à Dra. Daisy Lima, por Eliane Moura

Daisy Lima, um registro em maio 2017

Por Eliane Moura

Final dos anos 1980, a Citologia Aspirativa engatinhava no Brasil, mais ainda entre nós.

No Recife, os primeiros casos de PUNÇÕES ASPIRATIVAS DE TIREOIDE, realizadas por cirurgiões do Hospital das Clínicas da UFPE, do Hospital Barão de Lucena e do Hospital do Câncer, se prestaram a um estudo.

Cerca de 100 espécimes citológicas de nódulos tireoidianas foram analisados pela Dra. Daisy Lima (1988) e serviram como seu trabalho de tese de mestrado.

No início da década de 1990, Daisy já fazia parte do corpo docente da Patologia do HC-UFPE e, no Serviço de Endocrinologia, o Ambulatório de Tireoide começava a se estruturar. O encontro da competência e dedicação de Daisy, com a grande demanda de patologia nodular da tireoide desse serviço, fez com que nossos destinos se cruzassem…

As PAAF, antes realizadas na clínica cirúrgica do HC, logo passaram para nossas mãos.

Além da citologia, Daisy estudou todos os detalhes da técnica de punção aspirativa e, na época, sem contar com o ultrassom passou a fazer o procedimento, em nódulos da tireoide e lesões superficiais palpáveis. Lembro-me, quando iniciantes, de mãos trêmulas, realizamos as primeiras PAAF, numa sala do ambulatório da Endocrinologia.

[Aqui, faço um parênteses para dizer ter sido testemunha ocular desse início, como aluna do 2o ano de medicina, ávida pelo Conhecimento Científico, tive o privilégio de ter dra. Daisy como minha orientadora do PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA-PIBIC]

Em 1993, já eram 500 casos estudados no Serviço do HC (foto anexo). Nessa época, Daisy agregou-se ao Neap e logo, junto à Graça Mattos, criou o CICC, seu próprio serviço de Citopatologia. Rapidamente passou a ser reconhecida como citopatologista de referência, com ênfase para a Endocrinologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço local.

Na sua formação, a americana Sudha Kini, era referência maior, quanto a citopatologia das doenças tireoidianas e Dra. Daisy, com entusiasmo, repassava seus conhecimentos e experiência crescente, para colegas, estudantes e médicos residentes. Estes, quando em treinamento na Endócrino, se envolviam com o procedimento da PAAF e em discussões de casos, já com os diagnósticos citológicos dos nódulos. Ao longo das duas últimas décadas, a Citologia Aspirativa, sedimentou-se como marco metodológico universal, na avaliação da patologia nodular da tireoide. A PAAF guiada por USG tornou-se mandatória, pelo aumento da acurácia diagnóstica do método, se disseminando no nosso meio nos últimos 15 anos.

Daisy Lima só cresceu ao longo do tempo, se colocando como referência maior em Citopatologia no Norte/Nordeste, com respeitabilidade em todo país. Suas cuidadosas análises não deixavam nada a desejar em relação a serviços internacionais.

Sua partida tão precoce deixou a medicina e, particularmente a endocrinologia pernambucana, órfãs. Seus outros lados, sua candura e firmeza, sua enorme disponibilidade ao ensino e aos que a procuravam, sua luta de tão longa data, são notórios para todos.

Em seus amigos, entre os quais me incluo, com o coração apertado e olhos úmidos, fica sua lembrança viva e o sentimento de que valeu a pena, Daisy!

Você apenas ficou “encantada”, não será esquecida…

Oportunidade – Worldvision Cytopathology Contest

 “Worldvision Cytopathology Contest” é uma nova iniciativa global da Sociedade Americana de Citopatologia (ASC). …

sbc-visita-inca

Dr. Hercílio Fronza Jr em encontro na SITEC

Dr. Hercilio Fronza Jr esteve em 24/1/19 na SITEC (seção integrada de tecnologia em citopatologia) da DIPAT (Divisão de …

Simpósio

Simpósio Itinerante de Citopatologia – 2019 – Candidaturas

Gostaria de ter o Simpósio Itinerante de Citopatologia da SBC na sua Cidade?