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Dr. Luiz Alberto Fernandes Soares
Essa nobre dama da citologia ginecológica, depois citopatologia, que fora a precursora ativa, estrela iluminada, farol nobilitante da citologia gaúcha deixara as marcas inapagáveis de suas virtudes desenhadas para sempre por todos os espaços científicos que trilhara e seu nome escrito com legenda em ouro mássico na memória de todos os profissionais que tiveram o privilegio de conviver com sua cultura, com sua sensibilidade na qualidade de verdadeira artista plástica dos painéis da cito.
Sua posição solene e virtuosa sabia respeitar com humildade, a conduta dos colegas e ao mesmo tempo, sua majestosa presença exigia respeito e compreensão, sem que nenhuma palavra fosse expressada, através da melodia de sua voz. O conteúdo do necrológio da Dra. Dorothea contém a própria e soberba história da citopatologia nacional, bem como da Sociedade Brasileira de Citopatologia a qual sempre servira e fora uma das estrelas luminescentes que brilhava com vivo fulgor. Conversar com a Dra. Dorothea sobre ciência enfocando a citologia era o mesmo que abrir um livro escrito pelo mais eloqüente escritor cientifico. Na condição de um dos seus verdadeiros admiradores e apaixonado pela seriedade de sua conduta disciplinada e disciplinadora, não podemos esquecer da profundidade de sua riqueza espiritual e nem silenciar diante de sua sensibilizante ternura, envolta no imo de uma humildade que não tem idioma que a defina.
Neste instante de saudade que pouco a pouco se apossara de nossas almas começamos a seguir para as tradicionais páginas do pretérito e nos vem a memória, as viagens culturais que empreendemos para o interior do Estado gaúcho com a finalidade de divulgarmos e discutirmos fisiologia e citopatologia e que sempre serviram para unir um selecionado grupo de interessados na consagrada especialidade. Realizamos congraçamentos internacionais com amigos e colegas Argentinos e Uruguaios na fronteira das três Pátrias, que ficaram perenizados na cronologia de nossas vidas. A sua presença sempre fora tão marcante e cheia de ideais que ao memorizarmos, neste átimo do tempo, a sua existência; lindas e persistentes histórias voltam a bailar em nossa mente carreando o ontem para o infinito interior de nossos atuais momentos. Ela, a "Dra. Dorothea" o pronome que sempre conjugávamos ao nos dirigirmos à querida dama da cito gaúcha incrustara lembranças amáveis em meu coração e de minha esposa que jamais, por mais que o tempo caminhe para o ontem, não serão esquecidas. Tivemos o privilégio de conhecer o Dr. Ferlin, o Tenente Médico Ferlin, seu digno e jovem esposo na cidade de Uruguaiana há 50 anos, quando tivemos o prazer de sermos seu soldado, oportunidade que conhecemos a médica ginecologista Dra. Dorothea que fizera imenso trabalho junto a comunidade. Os anos se passaram e trinta e cinco anos mais tarde voltamos a nos encontrar com o Dr. Dirceu Caetano Ferlin, agora na condição de Coronel Médico Diretor do Hospital Geral do Exército, em Porto Alegre, também já tínhamos atingido esse posto. Em 1990 quando festejamos o Primeiro Centenário do Hospital Militar fora homenageado com o Bisturi de Ouro. Reencontramos a Dra. Dorothea em plena atividade, agora totalmente voltada para a citologia, atuando na qualidade de mestra da Universidade. Tempos depois nos unimos através do Capítulo da Sociedade Brasileira de Citopatologia do Rio Grande do Sul e nunca mais nos perdemos de vista, mesmo após terem arrefecidas suas atividades junto ao capítulo. Podemos dizer em alto e bom tom, que seu deambular pelas ruas e avenidas do mundo terrenal semeou, colheu, produziu e doou, soube ser nobre de personalidade forte, caráter realista e principalmente luminoso e idealista. A Cito Gaúcha - da qual era o esteio, a lâmpada e a precursora está de tarja preta, e coração partido pela partida precoce de nosso querida dama virtuosa e soberba. Nossos corações em lágrimas dizem segue para o Reino de Amor e Luz desse Mundo Maior, pois, foste para nós um celeiro de bênçãos animado pelo carinho e pela ternura de um coração feliz e criativo. A partir de agora as nossas orações serão de fervor e gratidão ao Pai Celestial pela gigantesca alma que conviveu ao nosso lado por largo espaço de tempo e sempre fora o exemplo de dignidade, de compreensão, e de paz. O que resta-nos a dizer é que diante da grandeza dessa bela Dama da Citopatologia Brasileira - Professora Dra. Dorothea Ferlin: - Glorifiquem-se nossos corações pela amiga que tivemos. - Ufane-se a Sociedade Brasileira de Citopatologia e a Medicina de nosso País pela sua virtuosidade cientifica. - E confortem-se, consolem-se os queridos familiares - esposo, filhos, netos, irmãos e cunhados pela amável mãe e protetora que fora a luz de todos os momentos e de todas as horas. Com muita emoção e gratidão um amigo e admirador de sempre Outras Manifestações Dra. Profa. Marília Cechela - Santa Maria - RS Foi com MUITA tristeza que recebi a notícia da partida da Drª Dorothea. Que pena... Fiquei relembrando o seu jeito de dar aula, de conversar, de rir, seu entusiasmo contagiante pela Citologia, nos vários encontros que tive com ela. Inclusive lembrei do meu primeiro encontro com ela, que foi aqui em S. Maria, naquele I Seminário Gaúcho de Citopatologia organizado por ti, em 26-27 março de 1993. E dizer que já se foram 15 anos... Naquela ocasião, Dorothea presentou-me, ao término, com um pequeno mimo: deu-me a "Árvore da Felicidade", um trabalho artesanal com pedras naturais. Dorothea foi a nossa grande Dama da Citopatologia mesmo. Abriu caminho e deixou suas marcas por todos os lugares por onde passou. Margarida Moraes Dra. Dorothea também foi muito importante na minha vida de citopatologista iniciante, quando em 1971 iniciei minha carreira. Lembro-me bem do seu sorriso fácil e de sua postura afetuosa. Muitas saudades para sempre.
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